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A Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida hoje como uma das mais conceituadas do país, ocupando um lugar de prestígio dentre os maiores conjuntos musicais da América Latina. Com uma frutífera mescla de músicos jovens e experientes, a OPES tem como regente titular Isaac Karabtchevsky, um nome consagrado no panorama internacional, que retornou ao Rio de Janeiro em 2004 especialmente para assumir este posto. Criada em 1972 pelo maestro Armando Prazeres (1934-1999), a Orquestra ganhou impulso e vigor a partir da parceria firmada com a Petrobras, há 22 anos. Desde então, destaca-se por sua força sinfônica e pelo refinamento crescente de sua identidade sonora, chegando hoje à maturidade com uma formação de mais de 80 instrumentistas, e uma média de 60 apresentações por temporada. A OPES possui proposta administrativa inovadora, sendo a única no país gerida pelos próprios músicos, a exemplo da Filarmônica de Viena. A OPES realiza anualmente sua temporada clássica – em 2009 com as séries Djanira, Portinari, Burle Marx e Mestre Athayde – valorizando a excelência de artistas brasileiros e de outros países da América Latina. Ao longo de sua trajetória, já recebeu estrelas como os brasileiros Nelson Freire, Antonio Meneses e Arnaldo Cohen, e grandes solistas e regentes internacionais, como Joshua Bell, Boris Belkin, Sarah Chang, Maria João Pires, David Garrett e Krzysztof Penderecki. A concepção artística de cada programação preconiza a diversidade da produção sinfônica acumulada em cinco séculos de história, valorizando peças únicas, criando diálogos entre compositores da mesma época ou de períodos distintos, ou ainda realizando ciclos temáticos, como aqueles sobre Villa-Lobos, Tchaikovsky, Beethoven e Mahler. Tais projetos de continuidade oferecem aos ouvintes a oportunidade de compreender a dimensão da obra de cada compositor e se revelam uma marca importante do trabalho de Karabtchevsky, considerado pelos brasileiros o maior sinônimo da música clássica desde Villa-Lobos, segundo o Jornal O Globo de maio de 2007. O compromisso com a memória da música brasileira é outra frente de atuação, e este ano será iniciado o registro em DVD das sinfonias de Villa-Lobos. A partir de seu compromisso com a democratização do acesso à música clássica, a Orquestra Petrobras Sinfônica está desenvolvendo dois projetos sociais: Tiradentes e Metrônomo, em que vai levar, de forma séria e continuada, música às crianças e aos jovens de comunidades de baixa renda. Orquestra residente do aclamado projeto Aquarius desde 2006, a OPES tem empreendido séries de concertos de câmara e se apresentado em locais como igrejas e praças públicas. Desde 1991, Brasília, Sergipe, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre já assistiram às turnês da orquestra e, em 2007, mais de 20 mil pessoas compareceram ao espetáculo ao ar livre com o pianista Nelson Freire em Manaus. |


