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Isaac Karabtchevsky
Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica
Isaac Karabtchevsky é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro desde 2004.
Foi Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre durante sete anos deixando o cargo em 2010.
Em 2011 assumiu a direção artística do Instituto Baccarelli , uma instituição única no Brasil, formada na maior comunidade carente de São Paulo e que conta com 4 orquestras sinfônicas, entre elas a Orquestra de Heliópolis, e 17 corais.
A Osesp o convidou para gravar de 2011 a 2016 o ciclo completo das Sinfonias de Villa-Lobos. Destas, foram gravadas em fevereiro de 2011, a nº3, nº4, nº6 e nº7.
Entre os anos de 2004 e 2009 foi diretor artístico da Orchestre National des Pays de la Loire (ONPL), na França. Em reconhecimento ao seu excelente trabalho, recebeu do governo francês em 2007, a comenda Chevalier des Arts et des Lettres.
De 1988 a 1994, tornou-se o diretor artístico da Orquestra Tonkünstler, de Viena, com a qual realizou várias turnês internacionais, tendo sempre recebido críticas consagradoras. Na Áustria, em virtude de sua importante atividade, foi condecorado com a medalha Grande Mérito à Cultura, reconhecimento concedido pela primeira vez a um artista brasileiro.
De 1995 a 2001, foi o Diretor Artístico do Teatro La Fenice, em Veneza, com uma ousada programação, com títulos como Erwartung, O Castelo do Barba Azul, O Navio Fantasma, Billy Budd, Sadko, O Amor das Três Laranjas, Capriccio, Tristão e Isolda, Simon Boccanegra , Don Giovanni, Falstaff, Carmen, Fidelio, e numerosos concertos sinfônicos. Com o Teatro La Fenice fez inúmeras turnês tanto na Europa como no Japão e Coreia.
Ao longo de 26 anos, de 1969 a 1996, participou ativamente da vida musical brasileira, dirigindo a Orquestra Sinfônica Brasileira. Foi com esta orquestra que ele efetuou a gravação integral das Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos, uma referência ainda hoje. Com a OSB fez turnês na Europa e nos Estados Unidos, tendo tido sempre excelentes críticas.
Sua carreira internacional levou-o a dirigir concertos e óperas nos mais prestigiosos teatros e orquestras, como a Staatsoper e o Musikverein, de Viena, o Concertgebouw, de Amsterdan, o Royal Festival Hall, de Londres, a Salle Pleyel, de Paris, o Kennedy Center, de Washington, o Carnegie Hall, de Nova Iorque, a Accademia de Santa Cecilia, em Roma, o Teatro Comunal, de Bolonha, o Teatro Real, de Madrid, a RAI, de Turin, a Deutsche Oper am Rhein, de Dusseldorf, a Orquestra Gurzenich, de Colônia e a Orquestra Filarmônica de Tóquio.
Em janeiro de 1999, Isaac Karabtchevsky dirigiu, na Washington Opera House, uma produção de Boris Godounov, com Samuel Ramey, interpretação que o crítico Tim Page, do Washington Post, considerou como uma das duas melhores daquela temporada. Sergio Segalini, diretor da revista Opéra International, escreveu que seu Fidelio, no La Fenice, foi uma das produções mais notáveis desta obra já realizadas.
Foi também diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, onde realizou a primeira audição de Wozzek, de Alban Berg e do Navio Fantasma, de Wagner.
Desde 2000, dirige, na Itália, no Musica Riva Festival, na cidade de Riva del Garda, masterclasses para maestros do mundo inteiro. Na Mostra Internacional de Música de Olinda — Mimo — ele realiza o mesmo curso com enorme sucesso.
Com Roberto Marinho e Péricles de Barros, foi o criador do Projeto Aquarius, o maior movimento de popularização da música clássica no Brasil.
Isaac Karabtchevsky foi considerado, em 2009, pelo jornal inglês The Guardian um dos “ícones vivos” do país.
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