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El Amor Brujo foi escrita sob encomenda e em homenagem à mais famosa dançarina de flamenco da época, Pastora Império (1889-1979). A ideia de musicar o libreto de Martinez Sierra (1881-1947) partiu do próprio de Falla, que se encantou com o estilo depois de ouvir a mãe da dançarina cantar árias ciganas antigas. O libreto narra a lenda do amante morto que reaparece como fantasma sempre que outro tenta ocupar seu lugar. O balé da Andaluzia se desenvolve numa atmosfera de presságios e bruxarias, imbuído do espírito rítmico, melódico e arraigado à terra do povo cigano. Ao trocarem o primeiro beijo de amor, a cigana Candela e o jovem Carmelo desfazem o encanto maléfico. A primeira audição deste balé deu-se em 1915, no Teatro Lara de Madrid e foi um fracasso, no entanto, o sucesso ocorreria em Paris, em 1928. A partitura do balé, de brilhante sonoridade, ágil instrumentação e extraordinária invenção de temas recriados do folclore, foi modificada em 1916, resultando na Suíte Orquestral, que magicamente fascinou os ouvintes e atingiu sucesso imediato. Nesta perturbadora alquimia de sons que comprovam sua modernidade, De Falla atinge o clímax na Dança Ritual do Fogo, que por seu tom dramático, sensualidade melódica e obstinação rítmica ganhou diversas transcri¬ções e versões e tornou-se peça autônoma nas salas de concerto.
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