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Mensagem do Diretor Artístico Isaac Karabtchevsky

Caros Amigos e Assinantes,

O ano de 2011 será meu oitavo como regente da Orquestra Petrobras Sinfônica. Para muitos, nada que mereça menção especial – para mim, no entanto, isso representa o ponto culminante de uma relação que vem se revelando cada vez mais homogênea e rica em propósitos. Virá, lado a lado, com o lançamento das nossas tradicionais séries de Assinatura no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, as Séries Djanira e Portinari. Serão outros desafios que sustentam nossa vocação pelo novo e o cumprimento de um dos lemas que fazem o orgulho de qualquer organismo sinfônico: o apego à sua cidade e ao seu povo.
Os atributos que diferenciam a Petrobras Sinfônica continuam evidentes este ano: “brasilidade”, “contemporaneidade” e “excelência”. Eles estarão presentes em todos os nossos concertos. É só conferir.

Dentro da vocação pelo Brasil, já que trazemos, com orgulho, a maior empresa brasileira no nome, encomendamos duas obras inéditas a compositores brasileiros. Abriremos a Série Portinari com Movimentos Sinfônicos, de Marlos Nobre, certamente um dos nossos maiores compositores, e fecharemos a Série Djanira com a cantata Tragédia da Piedade, do talentoso João Guilherme Ripper, inspirada na trágica morte de Euclides da Cunha. Ainda entre as audições inéditas brasileiras, teremos a estreia de A Confederação dos Tamoios, composição dedicada à nossa orquestra pelo jovem Claudio de Freitas.

Comemoraremos o centenário da morte de Gustav Mahler com A Canção da Terra (Das Lied von der Erde) — uma de suas mais importantes e emblemáticas composições — assim como os 200 anos de nascimento de Franz Liszt, com um programa inteiramente dedicado ao compositor, onde Arnaldo Cohen fará um “tour de force”, apresentando os seus dois Concertos para Piano. Sergei Prokofiev, que tem os 120 anos de seu nascimento comemorado em 2011, terá a sua Sinfonia n°5 apresentada em concerto regido por Carlos Prazeres.

Também de Prokofiev é a nossa ópera do ano, apresentada em forma de concerto cênico, uma das marcas registradas – e elogiadas – da Petrobras Sinfônica. Este ano faremos O Amor das Três Laranjas, ópera cômica em quatro atos, cantada em francês, que retrata um jovem príncipe em busca de seu amor, escondido em três laranjas. A responsabilidade de trazer este título, inédito no Rio de Janeiro, será dividida com o grupo Intrépida Trupe, certamente uma garantia de muita energia e sucesso.

O inusitado Concerto para Clarineta, do jovem e aclamado compositor norte-americano John Corigliano, também é apresentado pela primeira vez ao público carioca, pela hábil batuta de Fabio Mechetti e por nosso primeiro excelente clarinetista, Cristiano Alves.Receberemos, ainda, outros grandes artistas este ano. A portuguesa Maria João Pires, trazendo o Concerto n°4 de Beethoven, abre a Série Portinari em grande estilo. Jean Louis Steuerman e Ricardo Castro, pianistas brasileiros com sólidas carreiras no exterior e conhecidos do nosso público, estão de volta, assim como o nosso querido e excepcional Antonio Meneses, este ano fazendo o popular Concerto para Violoncelo, de Dvořák.

A presença de ótimos regentes será uma garantia da qualidade da temporada; regentes como Hubert Soudant, titular da Sinfônica de Tóquio, que volta a reger nossa orquestra em um programa onde é especialista: Schubert e Mozart. O austríaco Günter Neuhold, titular da Sinfônica de Bilbao, Espanha, faz sua estreia no Rio regendo a difícil Sinfonia n°4, de Anton Bruckner, ao lado de seu compatriota, o consagrado Julian Rachlin.

Além dos concertos das séries de Assinatura, convido você, Amigo e Assinante, a acompanhar o restante da nossa temporada: a Série Burle Marx, no Teatro Oi Casa Grande; os concertos da Série Mestre Athayde nas igrejas da cidade; os Ensaios Abertos e a Série Metrônomo, na Fundição Progresso, entre outros. A grande maioria das nossas atividades é inteiramente gratuita, comprovando a “acessibilidade” como um dos nossos principais atributos e motivo de maior orgulho.

Venham se emocionar conosco em 2011

Isaac Karabtchevsky