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Maurice Ravel (1875-1937) foi pianista e compositor francês, popularmente conhecido por sua obra orquestral Bolero (1928). Começou a estudar piano aos sete anos e aos catorze já fazia suas primeiras audições em público. Teve em suas composições a influência de Chabrier (1841-1894), Rimsky-Korsakov (1844-1908), Erik Satie (1866-1925) e principalmente de Debussy (1862-1918). Em 1889 entra para o Conservatório de Paris tendo como professor de composição Gabriel Fauré (1845-1924). Por diversas vezes, disputou concursos de composição, entretanto nunca os venceu, por considerarem sua música muito arrojada e distante do academicismo. Atualmente seu Quarteto de Cordas em Fá (1903) é referência para os grupos de música de câmera. O reconhecimento de sua obra deu-se com as composições de Pavana para uma Infanta Defunta (1901), o ciclo de canções Shéhérazade (1903) e Rapsódia Espanhola (1907). A composição de sua primeira ópera L’Heure espagnole (1908), marca o início de seu período mais produtivo que culmina com a composição de Bolero. O traço de descontração de sua personalidade e suas mágicas reminicências infantis ficaram registrados na composição da suíte para piano a quatro mãos Mamãe Gansa (1910), que posteriormente foi adaptada para o balé. Sua notoriedade realmente ocorreu com a composição da obra orquestral Daphnis et Chloé (1912), encomendada para o balé do coreógrafo russo Diaghilev (1872-1929). Compositor representativo do impressionismo francês, foi também exímio orquestrador e desenvolveu grande sensibilidade em sua percepção musical das cores, efeitos e timbres de cada instrumento, como refletiu na orquestração da suíte para piano Quadros de uma Exposição (1922) de Modest Mussorgsky (1839-1881) e La Valse (1920), obra inspirada nas valsas vienenses. Também compôs obras marcadas pela exigência de alta performance dos intérpretes como a Sonata para violino e violoncelo (1922) e o Concerto de piano para a mão esquerda (1930), escrito para o pianista Paul Wittgenstein (1887-1961), que perdeu o braço direito na I Guerra Mundial. Também são obras que muito valorizam o repertório das salas de concerto: Gaspard de la Nuit (1908) para piano, a suíte sinfônica Le Tombeau de Couperin (1919) e Chansons Madécasses (1926) para piano, voz, flauta e violoncelo, a Sonata para piano e violino (1927) e o Concerto para piano em Sol maior (1931) com características jazzísticas. A Universidade de Oxford concedeu-lhe o título de Doutor honoris causa em 1928.
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