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O AMOR DAS TRÊS LARANJAS
É um conto de fadas que recria a tradição italiana, escrito por Giambattista Basile (1575-1632) e publicado em Nápoles em 1634. Inspirado por ele, Carlo Gozzi (1720-1806) escreveu uma comédia com o mesmo nome (ou Análise reflexiva do conto O Amor das Três Laranjas), publicada em 1761, como severa crítica à obra do famoso autor e escritor Carlo Goldoni (1707-1793). Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique, Prokofiev ansiava por novos mundos a conquistar e foi para os EUA em 1918. Nesta longa viagem trabalhou em um projeto que teve por base o conto de Carlo Gozzi, e assim escreveu o livreto de sua ópera que também se intitularia O Amor das Três Laranjas. Este foi o primeiro dos três grandes períodos criativos do compositor – entre os anos de 1907 a 1921 – no qual gradativamente abandona as formas acadêmicas e se junta à vanguarda da época. Em 1921 a ópera estreava na Casa de Óperas de Chicago, dirigida pelo próprio compositor. Trata-se de uma história extravagante – que na adaptação foi acrescida de surrealismos – de um jovem príncipe com obsessivas preocupações com seu estado de saúde e que ingere uma poção que desastradamente lhe causa profunda melancolia. No reino não há médico capaz de curá-lo. Com o intuito de salvá-lo, Truffaldino recebe a missão de fazê-lo rir a qualquer custo e, em meio às brincadeiras, o príncipe ri de uma queda acidental da Fada Morgana que, ofendida, o amaldiçoa, obrigando-o a uma longa jornada em busca de três laranjas que abrigavam uma princesa em cada uma delas. Eles partem para a procura e, tanto o príncipe como Truffaldino, se deparam com diversos empecilhos e embaraços, para finalmente encontrarem as laranjas, mas descobrem que as princesas estão sedentas e morrerão se não beberem água. Infelizmente, apenas uma delas sobrevive. A história continua em meio a vários desencontros e contratempos, inclusive com a Fada Morgana transformando esta princesa em sua criada Smeraldina. No entanto, dando prosseguimento à tradição dos contos de fadas, a história termina com final feliz. A música é irresistivelmente melodiosa, despreocupada, fluente, fácil para o ouvido e temperada com exitantes e imprevisíveis harmonias em intensos e enérgicos rítmos.
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